— Áreas de atuação clínica

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

No adulto, o TDAH se manifesta como desorganização crônica, procrastinação, dificuldade de foco e inquietação interna — frequentemente confundido com ansiedade.

O que é.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição do neurodesenvolvimento que persiste em cerca de dois terços dos casos na vida adulta. No adulto, os sintomas hiperativos costumam se atenuar, dando lugar a inquietação interna, dificuldade de organização, procrastinação e prejuízo executivo persistente.

Com frequência, o TDAH adulto é subdiagnosticado ou confundido com ansiedade, depressão ou "falta de disciplina". Quando bem identificado e tratado, o impacto na qualidade de vida, produtividade e autoestima é significativo — muitos pacientes relatam, pela primeira vez, a sensação de funcionar de forma integrada.

Sintomas frequentes.

  • Dificuldade persistente de manter atenção em tarefas
  • Procrastinação crônica e dificuldade de iniciar/concluir atividades
  • Desorganização de tempo, espaço e prioridades
  • Esquecimentos frequentes e perda de objetos
  • Inquietação interna, dificuldade de "parar"
  • Impulsividade — falar sem pensar, decisões precipitadas, interrupções
  • Hiperfoco em atividades de interesse, com perda de noção do tempo
  • Dificuldade de regulação emocional, com baixa tolerância à frustração
  • Cansaço mental por sobrecarga executiva persistente

Causas e fatores de risco.

O TDAH tem alta hereditariedade e envolve diferenças no funcionamento de circuitos pré-frontais e estriatais, com alterações nos sistemas dopaminérgico e noradrenérgico. Fatores perinatais (prematuridade, exposições intrauterinas), ambientais e genéticos compõem o quadro. Não é causado por "falta de educação" ou excesso de telas — embora estes possam agravar a expressão dos sintomas.

Como é o diagnóstico.

O diagnóstico é clínico, baseado em entrevista detalhada, com investigação de sintomas atuais e na infância (o quadro precisa estar presente desde antes dos 12 anos), avaliação do prejuízo funcional e diagnóstico diferencial. Escalas validadas (ASRS, WURS) auxiliam o processo. É essencial identificar comorbidades — ansiedade, depressão, dependências, transtornos do humor — que coexistem em mais da metade dos casos.

Como é o tratamento.

O tratamento combina farmacoterapia, psicoterapia e estratégias funcionais. Os psicoestimulantes (metilfenidato, lisdexanfetamina) são primeira linha, com excelente eficácia e perfil de segurança quando bem indicados. Não estimulantes (atomoxetina, bupropiona) são alternativas. A TCC adaptada para TDAH e o coaching de funções executivas são complementos com forte evidência. Hábitos de sono, exercício e organização ambiental são parte estruturante do plano.

Cuidado psiquiátrico para TDAH em João Pessoa.

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