Distúrbios do Sono
Insônia, sonolência diurna e alterações do ritmo circadiano impactam diretamente o humor, a cognição, o metabolismo e a saúde física.
O que é.
Os distúrbios do sono englobam um conjunto heterogêneo de condições que comprometem o início, a manutenção, a qualidade ou o ritmo do sono — entre elas a insônia crônica, distúrbios do ritmo circadiano, hipersonolência, parassonias e distúrbios respiratórios do sono. O sono é uma função biológica essencial, e seu comprometimento tem impacto sistêmico.
É frequente a coexistência entre distúrbios do sono e quadros psiquiátricos — depressão, ansiedade, bipolaridade, TDAH — em uma relação bidirecional: o sono ruim agrava o quadro psiquiátrico e vice-versa. O cuidado psiquiátrico do sono trata essas dimensões de forma integrada.
Sintomas frequentes.
- Dificuldade para iniciar ou manter o sono (insônia)
- Despertares frequentes e sono não restaurador
- Despertar precoce com incapacidade de retomar o sono
- Sonolência diurna excessiva
- Cansaço persistente apesar de horas adequadas de sono
- Atrasos ou avanços do ritmo circadiano (dormir e acordar muito tarde ou muito cedo)
- Roncos altos, pausas respiratórias e sufocamentos noturnos (suspeita de apneia)
- Pesadelos recorrentes, paralisia do sono, sonambulismo
- Impacto em humor, atenção, memória e desempenho diurno
Causas e fatores de risco.
As causas são múltiplas: fatores comportamentais (irregularidade de horários, uso de telas, cafeína, álcool), psiquiátricos (ansiedade, depressão, mania), clínicos (apneia, dor crônica, hipertireoidismo, refluxo) e medicamentosos. O envelhecimento, o estresse e mudanças hormonais também influenciam significativamente.
Como é o diagnóstico.
A avaliação começa por entrevista clínica detalhada, diário do sono e investigação de hábitos. Quando indicado, exames complementares — polissonografia, actigrafia — auxiliam no diagnóstico de apneia, distúrbios do ritmo circadiano e parassonias. A abordagem é frequentemente multidisciplinar, com integração entre psiquiatria, otorrinolaringologia, neurologia e medicina do sono.
Como é o tratamento.
A primeira linha para insônia crônica é a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I), com forte evidência. Higiene do sono, regularização de horários e controle de estímulos são fundamentais. A medicação é considerada caso a caso — incluindo agonistas de receptores de melatonina, antagonistas de orexina, antidepressivos sedativos e, com cautela, hipnóticos. O tratamento de quadros psiquiátricos coexistentes e de causas clínicas (como apneia) é parte essencial do plano.
Cuidado psiquiátrico para Sono em João Pessoa.
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