Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT)
Resposta persistente a um evento traumático, com revivescimentos involuntários, hipervigilância e evitação que interferem no sono, no trabalho e nos vínculos.
O que é.
O Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) desenvolve-se após exposição a evento traumático — real ou ameaça de morte, lesão grave, violência sexual — vivido, testemunhado ou afetando familiares próximos. Os sintomas envolvem revivescimentos intrusivos, evitação, alterações cognitivas e do humor, e hiperexcitação, persistindo por mais de um mês.
Existe também o TEPT Complexo (TEPTc), que decorre de exposições traumáticas repetidas e prolongadas — frequentemente na infância ou em contextos de violência continuada — e cursa com sintomas adicionais ligados à autorregulação emocional, à autoimagem e aos relacionamentos.
Sintomas frequentes.
- Revivescimentos involuntários (flashbacks, pesadelos, imagens intrusivas)
- Evitação de pessoas, lugares, conversas relacionadas ao trauma
- Hipervigilância — sensação constante de ameaça
- Resposta de sobressalto exagerada
- Distúrbios do sono — insônia, pesadelos recorrentes
- Dificuldade de concentração e prejuízo de memória
- Sentimentos persistentes de medo, raiva, culpa, vergonha
- Sensação de embotamento, distanciamento dos outros
- Crenças negativas persistentes sobre si, os outros e o mundo
Causas e fatores de risco.
O TEPT resulta de uma resposta desadaptativa do sistema de processamento do medo (amígdala, hipocampo, córtex pré-frontal) a um evento traumático. Nem todo trauma evolui para TEPT — fatores de vulnerabilidade incluem traumas prévios, suporte social precário, intensidade e proximidade do evento, predisposição genética e comorbidades psiquiátricas. A consolidação inadequada da memória traumática é central no quadro.
Como é o diagnóstico.
O diagnóstico é clínico, baseado em entrevista cuidadosa, com investigação do evento traumático, dos sintomas atuais, sua duração, intensidade e prejuízo funcional. Escalas validadas (PCL-5, CAPS) podem auxiliar. É essencial diferenciar TEPT de outros transtornos ansiosos, depressivos e dissociativos, e investigar comorbidades — depressão, ansiedade, uso de substâncias, dor crônica.
Como é o tratamento.
O tratamento articula psicoterapias com forte evidência e farmacoterapia. As psicoterapias de primeira linha são a TCC focada no trauma (com exposição prolongada e processamento cognitivo) e o EMDR (dessensibilização e reprocessamento por movimentos oculares). Antidepressivos serotoninérgicos (sertralina, paroxetina) têm indicação. Outros agentes (prazosina para pesadelos, atípicos em casos selecionados) podem ser adicionados. O cuidado é sensível ao tempo do paciente, com construção de segurança antes do trabalho direto sobre o trauma.
Cuidado psiquiátrico para TEPT em João Pessoa.
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